Pequenos Grupos Familiares

Nossa visão sobre os Pequenos Grupos Familiares

Humanamente falando, quase todas as realizações que têm valor em essência, começaram com uma visão, ou seja, “com um modelo mental claro e ‘luminoso’ de um estado ou situação altamente desejável, de uma realidade futura possível”. Antes de existirem igrejas, hospitais, escolas, fábricas, casas, casamentos, etc., houve uma visão no coração de alguém.

A liderança da IP Cuiabá, compartilha a “VISÃO” de “ser uma Igreja de famílias, comprometida com Deus e com o próximo, que vive integralmente o Evangelho de Cristo”. Tal visão, revela o nosso desejo de pertencermos a uma igreja viva, crescente, madura, aberta para amar e disposta para servir, que faça a diferença em nossas vidas e na vida de nossa comunidade. Uma igreja que alcance a sua comunidade com a mensagem de esperança, perdão e salvação, que nela todos recebam cuidado pastoral por meio da pregação da Palavra, bem como, do discipulado realizado em pequenos grupos familiares, como eficiente ferramenta, visando a transformação eficaz de vidas.

Cremos que os PGFs são essenciais na construção desta visão. É o que nos aponta o texto bíblico de Atos, quando nos fala da vida em comunidade da Igreja Primitiva.

Os PGFs desde os primórdios da Igreja Cristã têm sido usados como poderosa estratégia para a evangelização, discipulado, pastoreio e edificação da igreja. Sem dúvidas, a despeito dos exageros, das inovações antibíblicas praticadas em muitos arraiais evangélicos, neo-evangélicos e pseudo-evangélicos, a relevância e indispensabilidade dos PGFs são indiscutíveis.

De fato, o “Evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” deve ser sempre anunciado, quer seja publicamente, como também, de casa em casa. A Igreja deve “testificar tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus [Cristo]”. Em face desse sublime compromisso, os PGFs, formados de 5 a 12 pessoas (normalmente 7 pessoas mais o líder), que se reúnem de forma regular (semanalmente) em casas de famílias para meditar na Bíblia, aprofundar relacionamentos verticais (com Jesus) e horizontais (uns com os outros, membros do grupo), indubitavelmente, se tornam grandes bênçãos no ministério de qualquer pastor.

No caso da nossa IP Cuiabá, os nossos PGFs existirão com o objetivo principal de oferecer a cada frequentador ou membro da IP Cuiabá, a possibilidade de “conhecer e prosseguir no conhecimento do Senhor Jesus”, de ter uma experiência real com Ele, e desenvolver relacionamentos pessoais saudáveis e de testemunho, a partir da experiência de estudar a Bíblia sistematicamente, na companhia de pessoas que também querem levar Deus a sério, num ambiente informal sem perder a reverência, propício ao desenvolvimento do conhecimento e cuidado mútuos, onde todos os membros do grupo “seguindo a verdade em amor, [cresçam] em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (Ef. 4:15-16).

Finalizando, entendemos que os PGFs, com líderes bem formados e coordenados, focados na visão pré-estabelecida, serão de incomparável valor para auxiliar a Igreja no cumprimento integral da sua missão, além de contribuírem para a integração dos novos membros, para formação de novos líderes, bem como, para o discipulado que transforma e prepara o crente para ser diferente e fazer a diferença. É assim que vemos os PGFs e é assim que eles existirão e serão ferramentas abençoadas por Deus em nossa Igreja.

Assim sendo, após quase 30 anos de ministério, com muitas experiências diferentes, vividas e vistas, com pequenos grupos familiares, inclusive aqui em nossa própria IP Cuiabá, bem como, mais recentemente, participando de congressos, visitas e estudos de experiências de várias igrejas com grupos pequenos, células, etc., algumas muito bem-sucedidas e outras nem tanto, posso concluir que de fato, os Pequenos Grupos Familiares são uma poderosa estratégia para a evangelização, discipulado, pastoreio e edificação da Igreja, independentemente do tamanho da membresia. Aprendi, também, que os PGFs não devem ser apresentados ou concebidos como um ministério ou um programa que resolverá todos os problemas da igreja e, principalmente, que promoverão o tão desejado crescimento quantitativo exponencial. Não! Os PGFs devem surgir naturalmente, a partir de um “Grupo Base” fruto de um cuidadoso planejamento estratégico da igreja. Deverão ser concebidos como uma estratégia que se transformará, naturalmente, na prática diária da vida da igreja. Observei que quando uma igreja adota os PGFs apenas como mais uma ferramenta ministerial, dissociada de um plano estratégico eclesiástico, frequentemente, os PGFs possuem defeitos congênitos e acabam morrendo. Aprendi que o trabalho com PGFs se completa dentro de uma visão estratégica da igreja. Por isso, os PGFs não substituem as forças de integração, os ministérios, a Escola Bíblica ou outras organizações da Igreja.

Desta forma, antes dos PGFs a igreja precisa de uma visão clara sobre o seu papel, sua missão e objetivos da sua existência, em outras palavras, precisa de um bom “Planejamento Estratégico”.

Toda glória ao Trino Deus.

Rev. Marcos Serjo

Pastor Sênior da IPB de Cuiabá

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Deus abençoe você e sua família.